Porque é que a água da piscina irrita a pele e os olhos?
Água e Sustentabilidade

Porque é que a água da piscina irrita a pele e os olhos?

Lorraine

A comichão e os olhos vermelhos depois de nadar vêm quase sempre das cloraminas, que se formam quando o cloro reage com o que os banhistas levam para a água. O que diz o cheiro a cloro e o que corrigir na água.

Quando a pele fica irritada depois de um mergulho, a culpa costuma ir para o cloro. A comichão, a pele repuxada e os olhos vermelhos têm, na maior parte dos casos, outra origem. O que irrita é aquilo em que o cloro se transforma depois de reagir com o que os banhistas levam para a água. Nas piscinas onde instalamos equipamento, as que geram queixas raramente são as que têm cloro a mais.

A diferença interessa porque muda a solução. Se o problema fosse o cloro, a resposta seria nadar menos. Como a causa está na química da água, a resposta está na casa das máquinas.

Porque é que a água da piscina irrita a pele?

Por causa das cloraminas. O cloro livre reage com o suor, a urina, o protetor solar e os cosméticos e forma cloraminas, os compostos que ardem nos olhos e irritam a pele. O CDC, a autoridade de saúde pública dos Estados Unidos, aponta duas consequências desta reação: cria irritantes e deixa menos cloro disponível para desinfetar.

A informação está na página do CDC sobre irritação dos olhos causada pelos químicos da piscina, que inclui a irritação da pele entre os sintomas. Quem reage a uma piscina está, portanto, a reagir a um subproduto. A mesma pessoa costuma nadar sem sintomas numa piscina com a química em ordem, o que mostra que o problema está na água.

O que quer dizer o cheiro a cloro?

Quer dizer, quase sempre, que falta cloro livre na piscina. O CDC é direto: quem sente cheiro a cloro onde nada está provavelmente a cheirar cloraminas. O cloro livre quase não tem cheiro. O odor forte que se associa às piscinas mal tratadas vem do cloro que já foi gasto pelos contaminantes e se transformou em irritantes.

Isto contraria o instinto da maioria dos proprietários. Um hóspede que se queixa do cheiro está a descrever uma piscina que precisa de mais cloro livre, de melhor circulação, ou das duas coisas.

Que valores da água fazem a pele reagir?

Duas leituras fazem quase todo o trabalho. O guia do Instituto Português da Qualidade para piscinas de uso privado recomenda um pH entre 7,2 e 7,6. Para piscinas descobertas, indica cloro residual livre entre 0,8 e 1,5 ppm com o pH até 7,4, e entre 1,5 e 3,0 ppm com o pH entre 7,5 e 8,0.

O pH merece atenção especial. O mesmo guia avisa que, com o pH acima de 8 ou abaixo de 7, os banhistas podem sentir irritação nos olhos ou na pele. Uma água que subiu para 8,0 irrita mesmo com o cloro certo, e ainda tira eficácia ao cloro que lá está, porque o cloro desinfeta pior à medida que o pH sobe.

O terceiro fator é a estabilidade, que se vê ao longo do tempo e não numa leitura. Uma piscina doseada à mão duas vezes por semana passa grande parte do tempo acima ou abaixo do valor certo, e é nos períodos abaixo que as cloraminas se acumulam.

Isto é comichão do nadador?

Quase de certeza que não, embora o termo se use para tudo. A comichão do nadador, que se chama dermatite cercariana, é causada por larvas de parasitas libertadas por caracóis de água doce. Apanha-se em lagos, albufeiras e rios de corrente lenta, e as larvas não sobrevivem em água tratada com cloro, segundo a página do CDC sobre dermatite cercariana.

Uma irritação que aparece depois de nadar numa piscina é química. Chamar-lhe comichão do nadador leva as pessoas atrás da cura errada e adia o que resolveria o problema, que é analisar a água.

O que reduz a irritação numa piscina privada?

O doseamento contínuo, porque acaba com os picos e as quebras do doseamento manual. Um clorador salino produz cloro por eletrólise a partir do sal dissolvido, de forma constante, e o cloro livre mantém-se no valor certo sem ninguém a vigiar. Os aparelhos Sugar Valley que instalamos juntam essa produção à regulação automática do pH no mesmo controlador, o que trata do pH e da estabilidade de uma vez.

Convém dizer com clareza que uma piscina de sal também é uma piscina com cloro. O clorador fabrica o cloro em vez de o trazer numa embalagem. Os banhistas notam diferença porque a dose é estável e não há choques químicos periódicos. O artigo sobre o clorador salino explica quando compensa a troca.

A filtração é a outra metade. A matéria orgânica que o filtro retira já não reage com o cloro, e por isso um meio filtrante mais fino reduz a formação de cloraminas. O artigo sobre sistemas de filtração para piscinas compara os vários meios.

Em piscinas com muito uso, ou quando o proprietário quer ir mais longe, o sistema Dryden Aqua DAISY da nossa gama de tratamento avançado da água reduz o cloro ao mínimo necessário. Com ele, o cheiro e a irritação nos olhos ficam em grande parte ausentes.

O que pode fazer quem nada?

Tomar duche antes de entrar na água. Segundo o CDC, um minuto de duche chega para tirar a maior parte da sujidade do corpo. Com ela saem o suor, o protetor solar e os cosméticos que de outro modo se transformariam em cloraminas. O hábito reduz os irritantes para todos os que estão na piscina, e não só para quem o tem.

À saída, vale a pena voltar a passar por água nos primeiros minutos e hidratar a pele ainda húmida. Se os sintomas continuarem numa piscina com a química verificada, a pergunta passa a ser para um médico.

O que aconselhamos

Se a sua piscina provoca queixas, comece pela água antes de culpar a pele. Meça o pH e o cloro livre e desconfie do cheiro forte. Na maior parte dos casos, um doseamento contínuo acaba com a comichão e os olhos vermelhos.

Se quer resolver a causa em vez de gerir os sintomas, entre em contacto.

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