Como nadar numa piscina pequena para fazer exercício
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Como nadar numa piscina pequena para fazer exercício

Lorraine

Numa piscina pequena de moradia também se pode treinar a sério. Este guia compara os comprimentos curtos, o cinto com elástico para nadar parado, a contracorrente e o swim spa, e explica a quem serve cada um.

Muita gente compra casa com piscina a pensar em nadar todas as manhãs e percebe, ao fim de poucos dias, que bastam meia dúzia de braçadas para chegar à outra ponta. É possível nadar numa piscina pequena para fazer exercício, mas raramente da forma habitual, de parede em parede.

Há quatro soluções, e cada uma serve um tipo de nadador. Umas custam pouco e outras obrigam a obra, por isso convém conhecê-las antes de decidir.

Dá para treinar a sério numa piscina pequena?

Dá, desde que o método se ajuste à piscina. Quem nada bem consegue fazer comprimentos curtos com muitas viragens, e um cinto com elástico resolve uma sessão de vez em quando. Para treinar com regularidade, a contracorrente é o que mais se aproxima de uma piscina grande: nada-se sem parar contra um caudal constante e nunca se chega à parede.

Que comprimento precisa de ter uma piscina para se nadar?

Não existe um mínimo oficial, mas basta fazer as contas. A um ritmo calmo, de 2 minutos aos 100 metros, oito metros fazem-se em cerca de dez segundos. Em meia hora, numa piscina desse tamanho, são bem mais de cem viragens, e boa parte de cada comprimento faz-se a deslizar depois do impulso na parede.

Não é por acaso que as piscinas de competição têm 25 ou 50 metros. Uma piscina feita para refrescar ao fim da tarde raramente tem comprimento para nadar, e nela a braçada nunca chega a ganhar ritmo antes da parede seguinte.

Fazer comprimentos curtos

É a solução mais simples e não custa nada: nadar na piscina que existe e aceitar as viragens. Quem domina a viragem de cambalhota consegue assim um treino razoável.

O problema é que as viragens acabam por ser o próprio treino. Cada impulso na parede oferece uns metros sem nadar, e o esforço fica aos solavancos. Para quem não faz a cambalhota, é parar e recomeçar a cada comprimento. Serve para um mergulho rápido, mas poucas pessoas o aguentam como rotina.

O cinto com elástico para nadar parado

É um cinto à volta da cintura, ligado por um cordão elástico a um ponto fixo na borda da piscina. Nada-se contra o elástico e fica-se praticamente no mesmo sítio, naquilo a que se chama natação estática ou nadar parado. É barato e monta-se em minutos. Serve em quase qualquer piscina.

Tem um senão, porque muda a braçada. Um estudo publicado em 2019 na revista Sports Biomechanics comparou o crawl preso com o crawl livre. Encontrou diferenças claras no movimento da mão no início de cada braçada, quando entra na água e a agarra. Por isso, os autores desaconselham usar a natação presa de forma repetida no treino de um nadador. De vez em quando, o elástico é um bom complemento. Como única forma de nadar, habitua o corpo a um movimento um pouco diferente.

Sistemas de contracorrente

Um sistema de contracorrente cria uma corrente de água ao longo da piscina, e quem nada avança contra ela sem sair do lugar. Como não há viragens nem nada a prender o corpo, a braçada mantém-se natural, desde que a corrente seja larga e regular. Os jatos estreitos tendem a puxar as pernas para baixo ou para o lado, e é aqui que os sistemas mais se distinguem.

Fornecemos os sistemas de contracorrente EVA, fabricados nos Países Baixos pela EVA Optic. Em vez de bocais de jato, usam uma turbina que produz uma corrente larga e suave. A EVA tem seis modelos de encastrar. No mais suave, o ritmo de natação ronda os 2 minutos e 15 segundos aos 100 metros, e no mais forte desce para cerca de 1 minuto e 5 segundos. A velocidade ajusta-se numa aplicação, por isso a mesma piscina serve para um treino leve num dia e para séries exigentes no outro. O modelo de encastrar fica num nicho aberto na parede, e instala-se numa piscina nova ou durante uma remodelação da piscina.

Se a piscina já existe e não está prevista obra, há o EVAstream Move, que funciona a bateria e se coloca simplesmente dentro de água. Para o Move 225, a EVA indica uma piscina mínima de 2,5 por 4,5 metros, menos do que muita gente julga. Até uma mini piscina com essas medidas o comporta, mas convém medir antes de escolher o modelo. Segundo o fabricante, a bateria dura entre uma e quatro horas e carrega-se entre utilizações.

Swim spa

Um swim spa, a que às vezes se chama spa de natação, é um tanque comprido e independente, maior do que uma banheira de hidromassagem. Traz a corrente para nadar já incorporada, com aquecimento e filtração próprios. Justifica-se quando não há piscina e há espaço para instalar um, ou quando a prioridade é ter água quente todo o ano. Precisa de lugar próprio e de ligação elétrica, além de uma base que aguente o peso quando está cheio.

Quando já existe piscina, costuma fazer mais sentido acrescentar-lhe uma contracorrente, porque a água e a filtração já lá estão. Não fornecemos swim spas.

Qual é a melhor opção para si?

Tudo depende do uso que vai dar à piscina. Para uns mergulhos e umas braçadas ao fim do dia, no verão, a piscina como está chega perfeitamente. Para treinar a sério duas ou três vezes por semana, a contracorrente é a solução que melhor se aguenta, porque a sessão é natação contínua. Com a água aquecida, rende também na primavera e no outono, e é aí que entra uma bomba de calor.

A ficha da Organização Mundial da Saúde sobre atividade física (junho de 2024) usa como referência para adultos pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana. Meia hora de natação em cinco dias cumpre a meta. O hábito mantém-se muito melhor quando o treino é nadar a sério, e não andar de parede em parede.

Antes de decidir, vale a pena pensar em duas coisas. Primeiro, quem vai nadar e com que frequência. Depois, se a piscina é usada fora do verão, ou se a casa está em alojamento local e os hóspedes vão querer a piscina livre.

Se quiser que vejamos a sua piscina e lhe digamos com franqueza o que faz sentido, entre em contacto.

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