Piscina a perder água: fuga ou evaporação?
Deteção de Fugas

Piscina a perder água: fuga ou evaporação?

David

Alguma perda de água é normal, sobretudo no verão. Como distinguir uma fuga da evaporação com o teste do balde, quanto custa uma fuga e o que acontece quando a deteção eletrónica a encontra.

Uma piscina a perder água costuma ser o último problema que o proprietário investiga. Primeiro vêm meses de reposições com a mangueira e uma fatura da água que deixa de fazer sentido. Nas piscinas que inspecionamos, o padrão repete-se: o nível desce sem explicação e a fuga já corria há muito mais tempo do que alguém imaginava.

Este artigo explica como perceber se a piscina tem uma fuga, como fazer o teste numa tarde e o que acontece quando o teste confirma a suspeita.

Como perceber se a piscina tem uma fuga?

O sinal mais fiável é um nível de água que desce mais depressa do que a evaporação explica. Contam também as reposições semanais e a calçada húmida ou a abater junto à piscina. Outro sinal é o gasto de produtos sempre a subir, porque a água nova dilui o tratamento. Qualquer um destes sinais justifica um teste.

Dois sinais juntos tornam a fuga muito provável. Há também sinais menos óbvios. Algas que voltam pouco depois do tratamento indicam uma água que nunca chega a estabilizar, o que a diluição constante explicaria. Ar no cesto da bomba, ou bolhas a sair pelos injetores, podem querer dizer que a tubagem de aspiração está a puxar ar.

O dano que se vê nem sempre marca o sítio da fuga. Na nossa experiência, um azulejo solto na linha de água e a fuga verdadeira estão muitas vezes em pontos diferentes da piscina.

Como se faz o teste do balde?

O teste do balde compara a descida da piscina com a evaporação ao longo de 24 a 48 horas. Encha um balde com água da piscina e pouse-o no primeiro degrau, para ficar à mesma temperatura e ao mesmo sol. Marque o nível dentro do balde e o nível da piscina. Se a piscina descer bastante mais do que o balde, há água a sair por outro lado.

Se puder, repita o teste duas vezes, uma com a bomba no horário normal e outra com tudo desligado. Uma perda maior com a bomba a trabalhar aponta para a tubagem do lado da pressão. Uma perda igual com tudo parado aponta para a estrutura, um acessório ou a linha de aspiração. Durante o teste não pode haver banhos, e o enchimento automático tem de estar fechado.

O teste diz-lhe que a fuga existe e, por alto, em que parte do sistema procurar. Não diz onde está. Esvaziar a piscina ou abrir o chão com base num palpite é a forma mais cara de o descobrir.

Quanta água se perde com uma fuga?

Bastante mais do que com a evaporação, que neste clima já é muita. Um estudo feito nas Ilhas Baleares, com um clima muito próximo do algarvio, mediu uma evaporação média de 4,4 litros por metro quadrado e por dia (Hof e colegas, Water, 2018). Numa piscina de 32 metros quadrados, uma fuga que baixe o nível só um milímetro por hora gasta mais 768 litros por dia, o que dá mais de 23.000 litros num mês.

A água não é o único custo. A água que escapa arrasta a terra por baixo da calçada e do terraço. Uma fuga deixada a correr pode afetar a zona à volta, a casa das máquinas ou a própria estrutura. Com ela vão também os produtos e o calor, que alguém já pagou. Numa região onde as restrições de água voltam a cada ano seco, uma fuga a correr é difícil de justificar. Explicamos mais sobre isto no artigo sobre água, seca e a sua piscina.

Como funciona a deteção eletrónica de fugas?

A inspeção testa o sistema inteiro numa só visita, com a piscina cheia. Abrange as juntas dos skimmers, os projetores, os ralos de fundo, a estrutura e a tubagem e os acessórios enterrados. O equipamento eletrónico de escuta e pressão localiza o ponto exato da fuga, com uma taxa de sucesso de 99%, e é o único do género em Portugal.

A diferença está na precisão. O método tradicional obriga muitas vezes a esvaziar a piscina, a escavar onde se suspeita ou a trocar tubagem às cegas. Com a deteção eletrónica fica a saber qual é o acessório, o troço de tubo ou o ponto da estrutura que falha. Como a piscina não é esvaziada, poupam-se dias de trabalho e milhares de litros de água. Os pormenores estão na página de deteção de fugas em piscinas.

O que acontece depois de a fuga ser encontrada?

Recebe a localização exata da fuga e a explicação do que está a falhar. A reparação em si não é trabalho nosso, e fica a cargo do construtor ou do canalizador da sua escolha. Com a fuga localizada, quem repara só abre onde precisa, e ninguém é pago para procurar o que já foi encontrado.

Às vezes a fuga é sinal de um problema maior, como uma tubagem no fim da vida ou um revestimento muito gasto. Nesses casos, a conversa passa a ser uma remodelação de piscinas, feita com a piscina fora de serviço. O artigo reparar ou renovar a piscina ajuda a perceber a diferença.

Depois da reparação, a melhor proteção é conhecer o consumo normal da piscina. O INDYGO Pool Level repõe a água em quantidades controladas e mostra o consumo na app MyIndygo. Se surgir uma nova fuga, o consumo anormal nota-se ao fim de dias, e não de meses.

O que aconselhamos

Perante uma piscina a perder água, faça as contas antes de tirar conclusões. O teste do balde vem primeiro, porque a evaporação no verão surpreende a maioria dos proprietários. Uma cobertura automática reduz essa perda e torna mais fácil perceber o que é fuga.

Se o teste mostrar mais do que evaporação, marque a inspeção sem demora, porque cada semana de espera são milhares de litros. No inverno a resposta é ainda mais clara, como explicamos no artigo sobre hibernar a piscina. Trabalhamos com piscinas na região desde 2008, e a fuga que sai mais barata é sempre a que se encontra cedo.

Se a sua piscina está a perder água, entre em contacto.

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