
Piscina a perder água: sinais, testes e deteção eletrónica de fugas
A maioria dos proprietários investiga a perda de água em último lugar, depois de meses a repor. Alguma perda é normal: um estudo num clima próximo do algarvio mediu uma evaporação média de 4,4 litros por metro quadrado por dia. Este guia explica como distinguir uma fuga da evaporação com um balde e uma tarde, e o que faz um levantamento eletrónico quando o teste diz que a água vai para outro lado.
Uma piscina a perder água é um problema que a maioria dos proprietários investiga em último lugar, normalmente após meses de reposições e uma fatura da água que deixou de fazer sentido. Merece atenção em primeiro. Operamos o único equipamento eletrónico de deteção de fugas em piscinas existente em Portugal, e o padrão que encontramos raramente varia: um nível que teima em descer, uma mangueira que passou a fazer parte da rotina semanal e uma fuga que já corria há muito mais tempo do que alguém imaginava. Este artigo explica como perceber se a sua piscina tem uma fuga, como a testar numa tarde e em que consiste um levantamento profissional quando a resposta é sim.
Como perceber se a piscina tem uma fuga?
Os sinais fiáveis são um nível de água a descer mais depressa do que a evaporação explica, reposições que passaram de ocasionais a rotina, calçada húmida ou a abater em redor da piscina e um consumo de químicos sempre a subir, porque a água nova dilui constantemente o tratamento. Qualquer um destes sinais justifica uma verificação, e dois ou mais tornam a fuga muito provável.
Há também sinais mais subtis. Algas a voltarem pouco depois do tratamento sugerem uma química que nunca estabiliza, o que a diluição constante explicaria. Ar no cesto da bomba, ou bolhas a regressarem à piscina, podem indicar uma tubagem de aspiração a puxar ar onde devia puxar água. Uma fissura no vaso ou azulejos soltos na linha de água marcam por vezes o sítio, embora, pela nossa experiência, o dano visível e a fuga real estejam muitas vezes em locais diferentes.
O que é o teste do balde e como se faz?
O teste do balde compara a perda de água da piscina com a evaporação pura ao longo de 24 a 48 horas. Encha um balde com água da piscina, pouse-o no primeiro degrau, para partilhar a temperatura e a exposição da piscina, e marque o nível do balde e o nível da piscina. Se a piscina descer visivelmente mais do que o balde, há água a escapar.
Se puder, faça o teste duas vezes, uma com a bomba de circulação no horário normal e outra com tudo desligado. Uma perda mais rápida com a bomba a trabalhar aponta para a tubagem do lado de pressão, ao passo que uma perda igual com tudo parado aponta para a estrutura, um acessório ou uma linha de aspiração. Durante o teste, nada de banhistas e válvulas de enchimento fechadas, ou o resultado não vale nada.
O teste do balde diz-lhe que a fuga existe e, por alto, que lado do sistema suspeitar. Não diz onde está. E escavar ou esvaziar com base num palpite é a forma mais cara de descobrir.
Quanta água desperdiça realmente uma fuga?
Muito mais do que a evaporação, que já é substancial neste clima. Um estudo nas Ilhas Baleares, climaticamente muito próximas do Algarve, mediu uma evaporação média de 4,4 litros por metro quadrado por dia (Hof e colegas, Water 10(12):1883, 2018). Uma fuga que perca apenas um milímetro de profundidade por hora, numa piscina de 32 metros quadrados, desperdiça mais de 700 litros por dia além disso, ou seja mais de 20.000 litros num mês.
E a água é só parte do custo. A água que escapa arrasta finos por baixo de calçadas e terraços, e uma fuga deixada a correr pode comprometer a zona envolvente, a casa das máquinas ou a própria estrutura. A água tratada e aquecida leva consigo os químicos e o calor, pelo que a perda aparece em três faturas ao mesmo tempo. Numa região onde as restrições de água regressam a cada inverno seco, uma fuga a correr é, além de tudo, indefensável.
Como funciona a deteção eletrónica de fugas?
O levantamento testa todo o sistema numa única visita, com a piscina cheia: juntas de skimmer, projetores, ralos de fundo, a estrutura da piscina e a tubagem e acessórios enterrados. O equipamento eletrónico de escuta e pressão localiza o ponto exato da fuga, e não apenas a zona aproximada, com uma taxa de sucesso de 99 por cento. É o único equipamento do género em Portugal.
A diferença prática está na precisão. A caça à fuga tradicional significa esvaziar a piscina, escavar por suspeita ou substituir tubagem por atacado na esperança de apanhar a avaria. O levantamento eletrónico substitui esse jogo de adivinhas por uma avaria localizada: este acessório, este troço de tubo, este ponto do vaso. A piscina mantém-se cheia do princípio ao fim, o que por si só poupa dias de trabalho e dezenas de milhares de litros de água. Os detalhes estão na nossa página de deteção de fugas em piscinas.
O que acontece depois de a fuga ser encontrada?
Recebe a localização exata da fuga e uma explicação clara do que está a falhar, o que transforma a reparação de um projeto de escavação num trabalho cirúrgico. A abertura e a reparação são executadas pelo construtor da sua escolha. O que isso muda é o custo do trabalho, porque ninguém está a ser pago para procurar aquilo que já foi encontrado.
Quando a fuga é estrutural, ou quando a idade da piscina indica que uma avaria reparada terá em breve companhia, a conversa sensata é por vezes mais ampla. O nosso serviço de remodelação de piscinas recupera a sério piscinas cansadas, e um levantamento de deteção é a forma honesta de estabelecer se uma piscina precisa de uma reparação ou de uma renovação.
Depois disso, a melhor proteção é conhecer o consumo normal da sua piscina. O sistema INDYGO Pool Level repõe automaticamente em quantidades controladas e mostra o padrão na aplicação MyIndygo, pelo que uma nova avaria se anuncia como um pedido anormal de água em dias, e não em meses. Os detalhes estão na página do INDYGO Pool Level.
O que aconselha a Just Pools?
Confie na aritmética, não em impressões. Faça o teste do balde antes de assumir o pior, porque a evaporação de verão surpreende a maioria dos proprietários, e uma cobertura automática elimina a maior parte dessa ambiguidade juntamente com a maior parte da perda. Se o teste mostrar mais do que evaporação, marque o levantamento sem demora, porque cada semana de espera são milhares de litros e as fugas não se reparam sozinhas. Fazemos levantamentos em piscinas de toda a região desde 2008, e a fuga mais barata que encontramos é sempre a que se encontra cedo.
Perguntas frequentes
É preciso esvaziar a piscina para detetar a fuga?
Não. O levantamento eletrónico é feito com a piscina cheia, o que protege a estrutura e poupa dezenas de milhares de litros de água. Esvaziar uma piscina por suspeita de fuga é desnecessário e, em anos de seca, um desperdício.
Quanto tempo demora um levantamento de deteção de fugas?
O sistema completo é testado numa única visita: juntas de skimmer, projetores, ralos de fundo, estrutura e tubagem enterrada. Antes de sairmos, fica a saber o que foi encontrado e onde.
É normal a piscina perder água no verão?
Alguma perda é normal. Num clima próximo do algarvio, a evaporação de uma piscina destapada ronda em média 4,4 litros por metro quadrado por dia e sobe bastante em julho e agosto, segundo Hof e colegas na revista Water em 2018. Perdas acima desse ritmo, confirmadas pelo teste do balde, indicam fuga.
A Just Pools repara a fuga depois de a encontrar?
Localizamos a fuga, marcamos a posição com precisão e explicamos o que está a falhar. A abertura e a reparação são executadas pelo construtor da sua escolha. As reparações que fazemos dizem respeito ao equipamento que fornecemos e instalamos.
Que zonas cobre o serviço?
Os levantamentos de deteção de fugas fazem-se em todo o Algarve. A instalação e a reparação de equipamento vão de Vila Real de Santo António a Sagres, e até Lisboa e Ayamonte, em Espanha.
Se a sua piscina está a perder água, entre em contacto.